"As relações étnicos raciais através da história do Brasil"

A SEDUC - Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia de Taboão da Serra - promoveu o lançamento do Programa de Formação Continuada para os profissionais da Rede Municipal de Ensino. O Programa leva o nome de " Redes, Saberes e Identidade".

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ÚLTIMO ENCONTRO 14.09

" Nós somos melhores do que pensamos. Quando descobrimos isso, nunca mais nos contentamos com menos".
                                                                             Kurt Hahn 

No último dia 14.09 estivemos reunidos para apresentação dos artigos acadêmicos apresentados pelos professores multiplicadores do curso " Relações Ético-Racial ". 

Ana Célia Souza Castilhano , Beatriz Bodo,Domingas Pereira da Silva,Evanilze G. Ferreira, Fabiana da Silva Ferreira, Rosamaria Baro, Rosana Eunice Peres Gianotti, Saint Clair Rodrigues Rocha, Vera Lúcia Nascimento Araújo, Renato Aparecido Sebastião, Ione de Almeida Lopes Sussera, Leonice Romida Carregari, Nilza Ferreira Leite Rodrigues



 Entre os afro descendentes e os indígenas

 Em todas as culturas do mundo as mandalas guiam as pesquisas e as criações. Tanto do sábio como do artista.

Os índios peles vermelhas construíram suas tepees redondas e seus acampamentos redondos. Sua tradição nos traz estas palavras de um chefe sioux: "O poder do mundo manifesta-se sempre em um círculo e todo objeto tende a ser redondo: o sol e a lua nascem e se põem descrevendo um círculo; até as estações fazem um círculo voltando dali de onde vêm. A vida do homem é um círculo."(...)

 Árvore dos sentimentos, na desconstrução dos mitos e hérois.



APRESENTAÇÂO  DOS ARTIGOS ACADÊMICOS










PARABÉNS!!!!

Foi um grande prazer poder compartilhar saberes com todos vocês!!!!


Sintam-se abraçados!!!
Deborah Valle

sábado, 23 de julho de 2011

MUSEU DO CAFÉ DE SANTOS


A história de um palácio construído para ser a capital mundial dos negócios do café. Esse é o tema da exposição “Bolsa de Café: Patrimônio Nacional”, que por meio de um minucioso trabalho de pesquisa desvenda os detalhes da edificação que se tornou o símbolo de um dos mais importantes ciclos econômicos do Brasil.

O passeio pela história começa com a chegada das primeiras mudas da planta ao País e passa pela profissionalização das plantações e da mão de obra. Fotografias, maquetes e paineis ajudam a contextualizar a riqueza trazida pelo café e o desenvolvimento impulsionado pela cafeicultura, como a expansão da malha ferroviária no Estado de São Paulo.

NOSSO ENCONTRO:
ETINERÁRIO:  
8hs - Saída SEDUC
10hs – Visita monitorada  ( Agente Cultural Paulo Gonçalves)
11:30hs – almoço ( custo adicional aproximado RS15,00)
15hs - Retorno SEDUC

ARTIGO ACADÊMICO

O artigo é uma pequena parcela de um saber maior, cuja finalidade, de um modo geral, é tornar pública parte de um trabalho de pesquisa que se está realizando. São pequenos estudos, porém completos, que tratam de uma questão verdadeiramente científica, mas que não se constituem em matéria para um livro.
Finalidade de um Artigo Científico- Comunicar os resultados de pesquisas, idéias e debates de uma maneira clara, concisa e fidedigna. Servir de medida da produtividade (qualitativa e quantitativa) individual dos autores e das intituições a qual servem.
Estrutura do artigo acadêmico
Além das questões de estilo, um artigo também deve seguir uma estrutura pré-definida, que é a que segue:
·         Título, que deve estar estritamente relacionado ao conteúdo e permitir ao leitor ter uma idéia geral sobre o que trata o texto.
·         Resumo, que costuma ser de 4 a 6 linhas, destacando objetivos, métodos e conclusões.
·         Palavras-chave, geralmente 3 palavras que definam a abrangência do tema tratado no texto.
·         Corpo do artigo, dividido em introdução, desenvolvimento e conclusão (mas não se usam títulos para isso)
·         Referências bibliográficas, em ordem alfabética e conforme as normas da ABNT

ESTRUTURA DO ARTIGO ACADÊMICO II

PRELIMINARES
Cabeçalho – Título (subtítulo) do trabalho
Autor(es)
Crédito dos autores (formação, outras publicações)
2. RESUMO DO TEXTO
3. PALAVRAS-CHAVE
4. CORPO DO ARTIGO
Introdução – apresentação do assunto, objetivos, metodologia
Corpo do Artigo – texto, exposição, explicação e demonstração do material; avaliação dos resultados
Conclusões e comentários – dedução lógica
5. PARTE REFERENCIAL
Referências bibliográficas Apêndices ou anexos

quarta-feira, 29 de junho de 2011

ENCONTRO " ZUMBI SOMOS NÓS"- GASPAR





SINCRETISMO RELIGIOSO


Iniciamos citando uma passagem do romance :"A tenda dos milagres" de Jorge Amado, que, pela voz do protagonista Pedro Arcanjo cognominado Obitokô Ojuobá - os olhos de Xangô, diz:

Sei de ciência certa que todo sobrenatural não existe, resulta do sentimento e não da razão, nasce quase sempre do medo. (...) O homem antigo ainda vive em mim, além da minha vontade, pois eu o fui por muito tempo (...) É fácil ou é difícil conciliar teoria e vida, o que se aprende nos livros e a vida a cada instante? (AMADO, 1987, p.187) Esta, parece-nos, é a síntese da indagação humana sobre o sagrado, o questionamento da possibilidade de um outro espaço vivencial que, amparado pelos mitos clássicos, repete-se a cada momento e a cada cultura. Jung reconhecia os mitos como percepção do simbólico que levaria o homem das trevas para a luz como imagens e fantasias retiradas da consciência, reproduzidas pelo inconsciente coletivo e ali ficando como marcos referenciais das raízes arquetípicas. Através desses símbolos podemos pensar na formação, identidade e cultura de um povo.

Junito Brandão, em seus estudos clássicos, abre a perspectiva de associarmos a formação étnico-cultural brasileira com as matrizes da miscigenação européia, africana e indígena à mitologia grega, como os primórdios das supremacias matrilínea e depois patrilínea oriundas das forças da natureza, colocando à luz uma sociedade multicultural.
Desta forma, o “mythos” meio caminho entre razão e fé atua como sua verdade própria e, unindo-o ao logos, pode-se tentar, de maneira coerente, explicar o homem e o mundo.

Os deuses gregos chegaram até nós via produção poética e as estórias relatadas através de documentos de cunho profano foram absorvidas pelo imaginário coletivo e tornaram-se mitos canônicos. Assim, ainda segundo Junito: «O mito não é grego nem latino, mas um farol que ilumina todas as culturas». (BRANDÃO, 1991, P.14.)

Homero (século IX a.C.), Hesíodo (século VIII a.C.) e Evêmero ( século IV a.C.), entre outros poetas, possibilitaram a difusão do mito como narrativa da criação: de que modo algo que não era começou a ser. Portanto, compreender o mito é compreender o início das coisas do caos ao cosmo, revivendo as origens através de suas fontes.

Nas sociedades primitivas o mito foi a mola propulsora de exaltação da crença e, através dele, as religiões foram codificantes da sabedoria prática dos povos. O profano como tempo de vida e o sagrado como tempo da eternidade fez aparecer a experiência religiosa, ritualizando-a na celebração hierofânica.

O citado romance amadiano remete-nos ao percurso cultural brasileiro no qual à busca de identidade do povo baiano junta-se a indagação das origens afro-brasileiras, marcada pelo sincretismo religioso usado como meio de preservação no fetichismo do Candomblé africano que, por sua vez, prolonga, à sua maneira, a trajetória dos deuses greco-latinos, nossos ancestrais míticos.(...)

Referência bibliográfica:
AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. 36 ed. Rio de Janeiro: Record, 1987.